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Lilly (Adelaide Kane), uma paramédica que trabalha duro e é focada apenas em seu trabalho e entrar na faculdade de medicina. de sempre julgar um livro pela capa. Assim, quando o rico Jeff entra em sua vida, as coisas saem de seu controle. (...) Continue lendo >>
23/08/16
Artigo: Como a violência sexual foi abordada em Reign?
Publicado por nas categorias: Artigos , Entrevistas

No fim do ano de 2014, Reign submeteu sua protagonista, Mary Stuart (Adelaide Kane), à uma situação extrema. Em entrevista ao Entertaiment, os mesmos afirmaram que planejavam inserir o tema de estupro na série desde a temporada passada, pois os rumores do acontecimento são encontrados na história, assim como tantos outros. Eles ainda ressaltaram que o fato é um ponto de inflexão no enredo, e que moverá o ritmo do restante da temporada. Sem dúvida, Mary não será a mesma assim como nenhuma mulher que passa por uma experiência tão brutal. Após o episódio, o canal exibiu um vídeo que a intérprete da personagem gravou para a Rape, Abuse & Incest National Network (RAINN), uma organização sem fins lucrativos que combate a exploração sexual nos Estados Unidos. Nele, as vítimas são encorajadas a denunciar seus agressores:

“You are alive. You will survive this. I know this because I survived. You know that. They try to destroy you by taking your pride and your strength, but those things cannot be taken, not from you. Not ever.”

Na época, o ator Toby Regbo, que interpreta o par romântico de Mary na série, também se manifestou a respeito do assunto e divulgou o site da RAINN em seu perfil no Twitter:

Contudo, o desfecho da história desagradou aos fãs da série, que o consideraram extremamente desrespeitoso para vítimas de violência sexual. Ainda que o caso não tenha sido esquecido de um episódio para o outro e os espectadores tenham acompanhado a jornada de Mary em busca da cura para o seu trauma – diferente de grande parte dos programas de TV -, ele acabou servindo de pretexto para a introdução de um novo triângulo amoroso na trama.

Faz alguns minutos que estou tentando começar essa review, mas apenas rememorar os acontecimentos de Acts of War me faz  chorar. O episódio foi forte e sofrido. Acts of War é sem dúvida o episódio mais impactante de Reign. Não sei se é por que eu estava alheio aos acontecimentos prometidos de forma que o roteiro parecia mais um episódio mediano da série, porém fui nocauteado pelo que viria a seguir. De início, não acreditei no que estava acontecendo, me vi torcendo para que alguém salvasse Mary daquele destino, mas o salvamento não veio e me vi capturado pelo sofrimento da personagem.

Assistir Mary tão vulnerável é realmente um golpe duro para os fãs. Além de ela dividir com Catherine o título de personagens mais cativantes da produção, nos acostumamos a vê-la forte e poderosa e nos esquecemos de que ela é apenas uma adolescente. Curiosamente, é esse o aspecto da sua personalidade que tem sido mais destacado nesta temporada, a de uma mulher que perde o filho, a confiança no marido e no mundo. Adelaide Kane estava grandiosa neste episódio. A forma como ela conseguiu transmitir a mensagem, a fragilidade enquanto suas lágrimas caiam ao chão e qualquer presença parecia uma ameaça realçaram sua capacidade como atriz. Era nítido em sua voz o resguardo dos temores da personagem, enquanto ela mentia a seu reino que seus governantes estavam incólumes, e o seu diálogo com Catherine foi realmente uma das melhores cenas da série.

Ainda que nada tenha sido mostrado de forma explícita, a cena foi forte, impactante e dolorosa. Acho que ainda mais triste que o acontecimento foi todo o seu desenrolar. Sofri junto com a Mary e chorei enlouquecidamente. O fato de ela ter que se forte e fingir que nada aconteceu, enquanto estava devastada, deixou tudo  mais deprimente. Outro ponto a ser destacado é a reação de descontentamento da maior parte dos homens que atacaram a rainha, estava claro que eles não concordavam com aquilo e, embora não tenham feito nada para impedir, isso demonstra como o ato é completamente repulsivo. Estupro é sempre um tema pesado, mas Reign conseguiu tratar o assunto de forma sensível, sem deixar de evidenciar a crueldade da situação.

Uma análise sobre violência sexual na TV

O modo como atos de violência sexual aparecem em seriados costuma depender do gênero ao qual cada show pertence. “Se for uma série adolescente, como Glee ou Gossip Girl, são tratados de forma bem superficial e inconsequente. Já em séries históricas, como The Tudorse The Borgias, como algo normal para a época. Séries de fantasia como Game of Thrones eBuffy é que eu esperava algo mais crítico e diverso do mundo real”, resume Carolina Bernardi.

Na análise de Fernanda Friedrich, estupros são tratados como corriqueiros. Além disso, o comportamento da sociedade diante do assunto também acaba se refletindo nas telas da TV. “Violência, sexo e morte atraem a atenção das pessoas. Há linhas da Psicologia que explicam essa atração humana. Alguns incorporam em suas histórias por acreditarem que faz parte da nossa existência e que a ficção deve levar isso para as telas também”, explica.

De que forma a violência sexual deveria ser tratada nas séries?

Mas afinal, qual é a forma apropriada de lidar com o assunto? “É um tema que não pode ser ignorado, mas deve ser tratado com sensibilidade para que não se perpetuem estereótipos, não se traumatize ainda mais as vítimas que assistem séries e se conscientize as pessoas sobre como estes atos de podem alterar a vida de alguém”, acredita Carolina Bernardi.

Já para Fernanda Friedrich, esse tipo de cena deveria ter a revisão de roteiristas mulheres e os canais de TV deveriam analisar com mais cautela a necessidade do uso de violência sexual em suas produções. “Não acredito e nem gostaria que o assunto fosse evitado completamente, mas uma conscientização é necessária para que a abordagem ocorra de uma forma mais responsável. Vivemos em um mundo machista e as pessoas deveriam ter mais noção do que estão repercutindo”, conclui.

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